Do pôr do sol na praia, brisa, vento, beijo e mãos dadas ele pensava. Tanto amor pra dar. Tanto mar, tanto mar. Calculava o prejuízo das ondas quebrando e a conta não fechava; precisava de um fio de comprido de realidade que a linha do horizonte. Desenhava rotas impossíveis de navegação com os pés na areia e não sabia prever distancias, mas era a falta de sonhar tesouros que o fazia um péssimo pirata. Entre goles de cerveja, invejava voo de gaivotas e quietude da ilha muito a frente. Quando olhava para o lado e olhava ela sorrindo era que tinha certeza. Estava onde deveria estar. Tanto amor para dar. Tanto mar, tanto mar.